quarta-feira, 9 de setembro de 2026


Labirinto – Prisioneiros da Imaginação”
, foi transmitido pela Rádio USP de São Paulo nos anos 1990, mais precisamente de 1994 até janeiro de 1996, aos sábados e domingos, das 12h às 13h

O programa era bastante diferente para a época: funcionava como uma espécie de radionovela interativa inspirada em RPG. Eram histórias de aventura, fantasia, terror, ficção científica, mistério e temas históricos. Em determinados momentos, a história parava e os ouvintes telefonavam para a rádio para decidir o que os personagens deveriam fazer. O resultado das ligações alterava o rumo da aventura.

Ele surgiu a partir de um trabalho de Radiojornalismo da ECA-USP. A equipe era formada principalmente por jovens universitários, com cerca de 19 anos. Ao todo foram produzidas mais de 70 aventuras durante aproximadamente um ano e meio.

Arcano 9, Haqeen, Hugh d’Morville, Neanderthal e Malone foram os produtores do LABIRINTO, e após anos de criação deste programa eles falam em uma entrevista exclusixa ao nosso blog sobre este trabalho que agora está na internet.

Quando surgiu à idéia de fazer o Labirinto no rádio, vocês imaginaram que iria fazer sucesso?
E fizemos sucesso? (risos) Antes de implementar o programa não imaginávamos que iria ser tão popular, que iria abarcar um público não familiarizado com o RPG. No primeiro fim de semana do Labirinto, recebemos meia dúzia de ligações de ouvintes. Nos últimos dias do programa, eram mais de cem - e muita gente reclamava que não conseguia ligar. Acho que nenhum de nós esperava isso, não... Mas já no final das transmissões, imaginávamos que poderíamos ter um sucesso ainda maior, já que o baixo alcance da Rádio USP da época limitava nossa audiência – muita gente nunca ouviu falar do Labirinto. Este desconhecimento poderia esconder uma potencial audiência. Mas, no fundo, nunca – nem mesmo agora – tivemos a real dimensão do “sucesso” do Labirinto, de quanta gente o Labirinto tocou, de quantos gostavam do Labirinto como nós gostávamos dele. Foi depois de criar o website que os antigos ouvintes tiveram a oportunidade de enviar mensagens muito emocionantes.
Porque o nome “prisioneiros da imaginação”?
Era assim que nós nos sentíamos: presos aos nossos incríveis mundos imaginários e relutantes em encarar um mundo real que nos parecia chocho e enfadonho. “Imaginação” é a ideia básica do que propomos e a ideia básica do RPG: aventuras sem fronteiras, cujos limites iam até onde o exercício da fantasia nos conseguia levar. “Prisioneiros” são aqueles que atravessam o “Labirinto”, o Labirinto da Imaginação. Figurativamente éramos nós, produtores, querendo que os ouvintes entrassem nessa também. “Prisioneiros da Imaginação” remete a um capturado – capturado pela imaginação, pela fantasia e pelo sonhar acordado, que era melhor que o mundo real. Esta imersão é a imagem que está por trás do RPG e do programa Labirinto. “Labirinto” em si foi inspirado no nome “Dungeons & Dragons” (Masmorras & Dragões), o primeiro sistema de RPG a ser criado. Achamos “Labirinto” mais sonoro que “Masmorra”. Mas antes mesmo de “Labirinto” escolhemos “Catacumba, Prisioneiros da Imaginação” para o programa. Ao que apresentamos “Catacumba”, a Rádio teve o bom senso de pedir para que trocássemos o nome.
Vocês se apresentam como Arcano 9, Haqeen, Hugh, Neanthertal e Malone. De onde surgiu estes nomes?
São todos personagens de RPG com os quais jogamos aventuras, menos o Arcano 9. O personagem de RPG do Arcano 9 era o mago Von Lewer – aquele que aparece na nossa primeira história, “Britúnia”. Mas, na hora da definição dos nomes, o Arcano preferiu este outro nick, inspirado no tarot. Hugh D’Morville foi um personagem templário, um monge-guerreiro. Haqeen, um guerreiro mouro. Neanderthal, um brucutu. Malone era um mero camponês, alçado à fama e à fortuna por total acaso: um caipira simplório no meio daqueles guerreiros e magos heróicos... Juntos nós formávamos, tanto no RPG quanto na vida real, um quinteto de elementos muito diferentes entre si – uma espécie de exército bizarro – mas que funcionava muito bem em conjunto.
Foi difícil conseguir um espaço na rádio USP para apresentar o programa?
Esta é uma história curiosa: conseguimos o espaço por acidente. Na época, visitamos algumas rádios para viabilizar o Labirinto, almejando todas menos as duas rádios públicas de São Paulo: A Rádio Cultura e a Rádio USP, já que a intenção era conseguir patrocínio. Em paralelo, o Arcano 9 respondia a uma oferta de estágio na Rádio USP. Na entrevista, ele comentou por cima que o veículo rádio permite projetos legais como um programa baseado em aventuras de RPG. A Rádio, que estava em um momento de reformulação da programação, ficou muito interessada e quis ouvir o piloto. O Arcano 9 não conseguiu o estágio, mas conseguiu o Labirinto na grade. Portanto, se foi difícil conseguir espaço na Rádio USP: foi fácil demais, pois fomos convidados! Vendo em retrospectiva, a Rádio USP foi o único lugar em que o Labirinto poderia ser viabilizado e experimentado. Era para ser do jeito que foi.
Para fazer a sonoplastia das histórias vocês utilizavam estúdios próprios? Como era feita a sonoplastia?
Toda a sonoplastia era realizada nos estúdios da Rádio USP. E era toda analógica. Usávamos fitas de rolo... Hoje isso é impensável. Na época, passávamos o áudio das falas com os efeitos sonoros para uma segunda fita e esta última para uma terceira fita com as trilhas sonoras de fundo. A terceira fita era a que iria para o ar. Era um processo artesanal, trabalhoso e demorado. Mas, em compensação, tinha uns operadores de som na Rádio USP bastante competentes (e experientes), o que refletiu na qualidade final do programa.
Percebe-se que nas histórias narradas pelo Labirinto, têm sempre uma pitada de humor entre uma história e outra. Isto era intencional ou acontecia sem querer?
Parte era intencional, parte era acidente. Nós nos divertíamos muito nas gravações, e achamos que esse bom-humor transparecia no produto final. E o perfil das histórias do Labirinto refletia muito a personalidade dos seus autores. O Hugh fazia histórias épicas, o Malone as de humor, o Haqeen histórias de terror e o Arcano 9 fazia as histórias com temas inusitados. O Neanderthal não escreveu por tanto tempo quanto os outros para determinar um estilo. Mas o convívio era muito bem humorado e as piadas muito freqüentes. O texto se impregnava por este clima.
Por qual motivo, encerraram as transmissões do programa pela rádio?
Aos poucos fomos abandonando o barco. A maioria dos integrantes estava chegando ao final da faculdade. Cada um começou a priorizar outros projetos próprios. O Labirinto foi um programa voluntário – ou seja, não ganhávamos nada com ele – e demandava muita dedicação dos produtores e dos colaboradores. Para se ter uma ideia, cada programa de uma hora levava, aproximadamente, 16 horas entre produção e apresentação. Como não víamos perspectivas financeiras com a atividade, o ânimo geral foi esmaecendo. O pessoal decidiu acabar com o programa e ir arrumar emprego ao final de 1995.
Hoje trabalham ainda na área de Comunicação?
Embora quatro dos cinco integrantes do Labirinto tenham se formado em Comunicação Social, apenas um trabalha na área atualmente. Curioso, não?
Vocês pensam em trazer o Labirinto de volta para o rádio?
Agora para os antigos ouvintes que se sentiram abandonados com o término do programa: sempre existiu a idéia de voltar, apesar de menos intensamente nos últimos anos. Logo após o término, batemos na porta de várias rádios. Distribuímos áudio de demonstrações no mercado. Tentamos voltar para a Rádio USP em duas ocasiões diferentes. Em resumo, os diretores das rádios acham que um programa deste tipo não dá audiência por ser longo e por ter um público muito específico (nós discordamos, claro). Tentamos também os grandes portais de internet... 12 anos depois, em 2007, lançamos o site do Labirinto. A Internet, incipiente durante o Labirinto, abriu novas possibilidades para a veiculação de histórias gravadas bem como criou um canal que, como foi mencionado, fez com que muitos ex-ouvintes pudessem entrar em contato conosco, o que para nós é incrível. Se voltássemos para o rádio seria muito legal. Não descartamos a idéia.
E para finalizar, que mensagem deixariam para os que foram (e continuam sendo agora pela Internet) fãs do programa Labirinto?
Se há mais de 16 anos do término do programa você nos procura na Internet, se trouxemos um pouco mais de alegria àqueles dias e lhe deixamos boas lembranças, tudo isso é mais que o esperado. Sentimo-nos muito honrados e agradecidos em saber que ainda há gente que gosta de ouvir as nossas histórias, ainda há ouvintes que se lembram com carinho do nosso trabalho, e que ainda há aqueles que se consideram nossos fãs. Obrigado! Isso é inestimável. Como mencionamos, nunca soubemos de fato o impacto do programa. Foi depois do nosso aparecimento na Internet que velhos ouvintes puderam entrar em contato e nos enviar mensagens emocionantes. Isso nos faz valorizar ainda mais a experiência que foi ter participado do Labirinto, um programa que, acreditamos, foi maior que a soma das suas partes.
O Destak no blog agradece a colaboração e entrevista dos produtores do Labirinto.
Boa parte dessas gravações ainda existe e pode ser ouvida hoje. Foi criado um site-tributo chamado Prisioneiros da Imaginação, que reúne episódios originais recuperados de fitas gravadas por ouvintes, além de informações sobre a história e a equipe do programa. Para ouvir clique aqui

Labirinto - Prisioneiros da Imaginação


Labirinto – Prisioneiros da Imaginação”
, foi transmitido pela Rádio USP de São Paulo nos anos 1990, mais precisamente de 1994 até janeiro de 1996, aos sábados e domingos, das 12h às 13h

O programa era bastante diferente para a época: funcionava como uma espécie de radionovela interativa inspirada em RPG. Eram histórias de aventura, fantasia, terror, ficção científica, mistério e temas históricos. Em determinados momentos, a história parava e os ouvintes telefonavam para a rádio para decidir o que os personagens deveriam fazer. O resultado das ligações alterava o rumo da aventura.

Ele surgiu a partir de um trabalho de Radiojornalismo da ECA-USP. A equipe era formada principalmente por jovens universitários, com cerca de 19 anos. Ao todo foram produzidas mais de 70 aventuras durante aproximadamente um ano e meio.

Arcano 9, Haqeen, Hugh d’Morville, Neanderthal e Malone foram os produtores do LABIRINTO, e após anos de criação deste programa eles falam em uma entrevista exclusixa ao nosso blog sobre este trabalho que agora está na internet.

Quando surgiu à idéia de fazer o Labirinto no rádio, vocês imaginaram que iria fazer sucesso?
E fizemos sucesso? (risos) Antes de implementar o programa não imaginávamos que iria ser tão popular, que iria abarcar um público não familiarizado com o RPG. No primeiro fim de semana do Labirinto, recebemos meia dúzia de ligações de ouvintes. Nos últimos dias do programa, eram mais de cem - e muita gente reclamava que não conseguia ligar. Acho que nenhum de nós esperava isso, não... Mas já no final das transmissões, imaginávamos que poderíamos ter um sucesso ainda maior, já que o baixo alcance da Rádio USP da época limitava nossa audiência – muita gente nunca ouviu falar do Labirinto. Este desconhecimento poderia esconder uma potencial audiência. Mas, no fundo, nunca – nem mesmo agora – tivemos a real dimensão do “sucesso” do Labirinto, de quanta gente o Labirinto tocou, de quantos gostavam do Labirinto como nós gostávamos dele. Foi depois de criar o website que os antigos ouvintes tiveram a oportunidade de enviar mensagens muito emocionantes.
Porque o nome “prisioneiros da imaginação”?
Era assim que nós nos sentíamos: presos aos nossos incríveis mundos imaginários e relutantes em encarar um mundo real que nos parecia chocho e enfadonho. “Imaginação” é a ideia básica do que propomos e a ideia básica do RPG: aventuras sem fronteiras, cujos limites iam até onde o exercício da fantasia nos conseguia levar. “Prisioneiros” são aqueles que atravessam o “Labirinto”, o Labirinto da Imaginação. Figurativamente éramos nós, produtores, querendo que os ouvintes entrassem nessa também. “Prisioneiros da Imaginação” remete a um capturado – capturado pela imaginação, pela fantasia e pelo sonhar acordado, que era melhor que o mundo real. Esta imersão é a imagem que está por trás do RPG e do programa Labirinto. “Labirinto” em si foi inspirado no nome “Dungeons & Dragons” (Masmorras & Dragões), o primeiro sistema de RPG a ser criado. Achamos “Labirinto” mais sonoro que “Masmorra”. Mas antes mesmo de “Labirinto” escolhemos “Catacumba, Prisioneiros da Imaginação” para o programa. Ao que apresentamos “Catacumba”, a Rádio teve o bom senso de pedir para que trocássemos o nome.
Vocês se apresentam como Arcano 9, Haqeen, Hugh, Neanthertal e Malone. De onde surgiu estes nomes?
São todos personagens de RPG com os quais jogamos aventuras, menos o Arcano 9. O personagem de RPG do Arcano 9 era o mago Von Lewer – aquele que aparece na nossa primeira história, “Britúnia”. Mas, na hora da definição dos nomes, o Arcano preferiu este outro nick, inspirado no tarot. Hugh D’Morville foi um personagem templário, um monge-guerreiro. Haqeen, um guerreiro mouro. Neanderthal, um brucutu. Malone era um mero camponês, alçado à fama e à fortuna por total acaso: um caipira simplório no meio daqueles guerreiros e magos heróicos... Juntos nós formávamos, tanto no RPG quanto na vida real, um quinteto de elementos muito diferentes entre si – uma espécie de exército bizarro – mas que funcionava muito bem em conjunto.
Foi difícil conseguir um espaço na rádio USP para apresentar o programa?
Esta é uma história curiosa: conseguimos o espaço por acidente. Na época, visitamos algumas rádios para viabilizar o Labirinto, almejando todas menos as duas rádios públicas de São Paulo: A Rádio Cultura e a Rádio USP, já que a intenção era conseguir patrocínio. Em paralelo, o Arcano 9 respondia a uma oferta de estágio na Rádio USP. Na entrevista, ele comentou por cima que o veículo rádio permite projetos legais como um programa baseado em aventuras de RPG. A Rádio, que estava em um momento de reformulação da programação, ficou muito interessada e quis ouvir o piloto. O Arcano 9 não conseguiu o estágio, mas conseguiu o Labirinto na grade. Portanto, se foi difícil conseguir espaço na Rádio USP: foi fácil demais, pois fomos convidados! Vendo em retrospectiva, a Rádio USP foi o único lugar em que o Labirinto poderia ser viabilizado e experimentado. Era para ser do jeito que foi.
Para fazer a sonoplastia das histórias vocês utilizavam estúdios próprios? Como era feita a sonoplastia?
Toda a sonoplastia era realizada nos estúdios da Rádio USP. E era toda analógica. Usávamos fitas de rolo... Hoje isso é impensável. Na época, passávamos o áudio das falas com os efeitos sonoros para uma segunda fita e esta última para uma terceira fita com as trilhas sonoras de fundo. A terceira fita era a que iria para o ar. Era um processo artesanal, trabalhoso e demorado. Mas, em compensação, tinha uns operadores de som na Rádio USP bastante competentes (e experientes), o que refletiu na qualidade final do programa.
Percebe-se que nas histórias narradas pelo Labirinto, têm sempre uma pitada de humor entre uma história e outra. Isto era intencional ou acontecia sem querer?
Parte era intencional, parte era acidente. Nós nos divertíamos muito nas gravações, e achamos que esse bom-humor transparecia no produto final. E o perfil das histórias do Labirinto refletia muito a personalidade dos seus autores. O Hugh fazia histórias épicas, o Malone as de humor, o Haqeen histórias de terror e o Arcano 9 fazia as histórias com temas inusitados. O Neanderthal não escreveu por tanto tempo quanto os outros para determinar um estilo. Mas o convívio era muito bem humorado e as piadas muito freqüentes. O texto se impregnava por este clima.
Por qual motivo, encerraram as transmissões do programa pela rádio?
Aos poucos fomos abandonando o barco. A maioria dos integrantes estava chegando ao final da faculdade. Cada um começou a priorizar outros projetos próprios. O Labirinto foi um programa voluntário – ou seja, não ganhávamos nada com ele – e demandava muita dedicação dos produtores e dos colaboradores. Para se ter uma ideia, cada programa de uma hora levava, aproximadamente, 16 horas entre produção e apresentação. Como não víamos perspectivas financeiras com a atividade, o ânimo geral foi esmaecendo. O pessoal decidiu acabar com o programa e ir arrumar emprego ao final de 1995.
Hoje trabalham ainda na área de Comunicação?
Embora quatro dos cinco integrantes do Labirinto tenham se formado em Comunicação Social, apenas um trabalha na área atualmente. Curioso, não?
Vocês pensam em trazer o Labirinto de volta para o rádio?
Agora para os antigos ouvintes que se sentiram abandonados com o término do programa: sempre existiu a idéia de voltar, apesar de menos intensamente nos últimos anos. Logo após o término, batemos na porta de várias rádios. Distribuímos áudio de demonstrações no mercado. Tentamos voltar para a Rádio USP em duas ocasiões diferentes. Em resumo, os diretores das rádios acham que um programa deste tipo não dá audiência por ser longo e por ter um público muito específico (nós discordamos, claro). Tentamos também os grandes portais de internet... 12 anos depois, em 2007, lançamos o site do Labirinto. A Internet, incipiente durante o Labirinto, abriu novas possibilidades para a veiculação de histórias gravadas bem como criou um canal que, como foi mencionado, fez com que muitos ex-ouvintes pudessem entrar em contato conosco, o que para nós é incrível. Se voltássemos para o rádio seria muito legal. Não descartamos a idéia.
E para finalizar, que mensagem deixariam para os que foram (e continuam sendo agora pela Internet) fãs do programa Labirinto?
Se há mais de 16 anos do término do programa você nos procura na Internet, se trouxemos um pouco mais de alegria àqueles dias e lhe deixamos boas lembranças, tudo isso é mais que o esperado. Sentimo-nos muito honrados e agradecidos em saber que ainda há gente que gosta de ouvir as nossas histórias, ainda há ouvintes que se lembram com carinho do nosso trabalho, e que ainda há aqueles que se consideram nossos fãs. Obrigado! Isso é inestimável. Como mencionamos, nunca soubemos de fato o impacto do programa. Foi depois do nosso aparecimento na Internet que velhos ouvintes puderam entrar em contato e nos enviar mensagens emocionantes. Isso nos faz valorizar ainda mais a experiência que foi ter participado do Labirinto, um programa que, acreditamos, foi maior que a soma das suas partes.
O Destak no blog agradece a colaboração e entrevista dos produtores do Labirinto.
Boa parte dessas gravações ainda existe e pode ser ouvida hoje. Foi criado um site-tributo chamado Prisioneiros da Imaginação, que reúne episódios originais recuperados de fitas gravadas por ouvintes, além de informações sobre a história e a equipe do programa. Para ouvir clique aqui

 


Todo mundo conhece a história da Chapeuzinho Vermelho.

Uma menina que ganhou esse apelido porque vivia usando uma capa vermelha. Certo dia, sua mãe pediu que ela levasse uma cesta com doces para a avó, que estava doente e morava do outro lado da floresta.

Antes de a menina sair, a mãe ainda fez aquele alerta básico:

— Tome cuidado, porque existe um lobo muito perigoso na floresta.

E  lá foi Chapeuzinho Vermelho, feliz, saltitante, usando sua chamativa capa vermelha e carregando uma cesta de doces no meio de uma floresta onde, segundo a própria mãe, havia um lobo perigoso à solta.

Naturalmente, ela encontra exatamente quem?

O lobo.

Depois de uma conversa, o lobo consegue convencer Chapeuzinho a seguir por outro caminho enquanto ele vai diretamente para a casa da vovó.

Chegando lá primeiro, o lobo entra, devora a pobre senhora, veste suas roupas, deita na cama e fica esperando Chapeuzinho chegar.

Quando a menina finalmente aparece, percebe que existe alguma coisa estranha naquela “vovó” e começa o famoso interrogatório:

— Vovó, por que suas orelhas são tão grandes?

— É para te ouvir melhor.

— E por que seus olhos são tão grandes?

— É para te enxergar melhor.

Até chegar à clássica pergunta sobre aquela boca enorme.

O restante você provavelmente conhece. O lobo também engole Chapeuzinho e, depois, aparece um caçador que salva a menina e a avó.

Final feliz para quase todo mundo.

Menos para o lobo.

Mas agora vamos esquecer por alguns minutos que estamos falando de um conto infantil e analisar essa história com um pouco mais de atenção.

Porque algumas coisas simplesmente não fazem sentido.

A mãe da Chapeuzinho precisava rever seriamente suas decisões

Primeiro ponto.

A avó estava doente.

Doente a ponto de aparentemente não conseguir sair de casa.

Qual foi a grande solução encontrada pela mãe?

Mandar doces.

Remédios?

Não.

Um médico?

Também não.

Uma sopa?

Talvez fosse mais útil.

Mas não.

Vamos mandar doces.

E quem fará essa entrega?

Um adulto?

Um vizinho?

Alguém experiente que conheça a floresta?

Claro que não.

Vamos mandar uma criança.

Sozinha.

Atravessando uma enorme floresta.

Na qual existe um lobo perigoso.

E o mais curioso é que a própria mãe sabia da existência do lobo.

É quase como dizer:

— Filha, leve esses doces para sua avó. Ah, e tome cuidado porque existe um animal selvagem e mortal no caminho. Boa viagem!

Realmente, um planejamento familiar impecável.

E precisava mesmo usar uma capa vermelha?

Chapeuzinho também não colaborava muito com a própria segurança.

Se você precisa atravessar uma floresta cheia de perigos, talvez seja interessante tentar passar despercebida.

Mas não.

A menina resolve atravessar o lugar usando uma enorme capa vermelha.

VERMELHA.

Provavelmente uma das cores que mais chamam atenção em uma floresta predominantemente verde.

Se a capa fosse verde ou marrom, talvez o lobo passasse por ela e nem percebesse.

Mas Chapeuzinho aparentemente estava mais preocupada com identidade visual do que com camuflagem.

O plano extremamente elaborado do lobo

Agora vamos falar do lobo.

Ele encontra Chapeuzinho no meio da floresta.

Está com fome.

Ela está sozinha.

Ninguém por perto.

E ainda carrega uma cesta cheia de comida.

Qual seria a atitude mais óbvia para um lobo malvado?

Atacar.

Mas esse lobo aparentemente gostava de complicar as coisas.

Em vez disso, ele resolve elaborar um plano digno de filme policial.

Conversa com a menina.

Descobre para onde ela está indo.

Convence Chapeuzinho a pegar outro caminho.

Corre até a casa da avó.

Entra.

Come a velhinha.

Troca de roupa.

Coloca uma touca.

Deita na cama.

Fica esperando.

Tudo isso para poder comer uma menina que estava literalmente parada na frente dele alguns minutos antes e SOZINHA

Não sei se estamos falando de um lobo muito inteligente ou de um animal que simplesmente gostava de transformar o almoço em um projeto de longo prazo.

Como o lobo sabia que ela se chamava Chapeuzinho?

Existe ainda outro detalhe interessante.

O lobo encontra a menina e pergunta:

— Aonde você vai, Chapeuzinho?

Espere um pouco.

Quem apresentou vocês?

Como ele sabia o apelido dela?

Ou o lobo tinha uma excelente rede de contatos naquela floresta ou Chapeuzinho Vermelho já era uma celebridade local.

E mais impressionante ainda:

ela diz que vai visitar a avó e o lobo consegue encontrar exatamente a casa certa.

Sem GPS.

Sem endereço.

Sem localização compartilhada.

Sem número da casa.

Sem referência.

Nada.

Aparentemente existia apenas uma avó em toda a região.

Era só perguntar:

— Onde fica a casa da vovó?

E qualquer morador da floresta provavelmente responderia:

— Ah, claro. A vovó. Segue reto e vira depois da árvore grande.

A vovó também não percebeu nada?

Outro ponto que merece atenção.

Um lobo bate na porta.

A avó abre.

Fim.

Não existe trinco.

Não existe olho mágico.

Não existe aquela clássica pergunta:

— Quem é?

Aparentemente, segurança residencial ainda não era uma prioridade naquela época.

A incrível capacidade digestiva do lobo

Agora chegamos à parte mais impressionante da história.

O lobo engole a vovó.

Depois engole Chapeuzinho Vermelho.

As duas inteiras.

Vivas.

Sem mastigar.

Isso significa que, segundo o conto, um lobo possui um estômago com capacidade para armazenar pelo menos duas pessoas completas.

E mais surpreendente:

elas permanecem vivas lá dentro.

Então fica a informação que ninguém pediu:

caso você seja engolido inteiro por um lobo de conto de fadas, mantenha a calma.

Existe uma possibilidade razoável de alguém aparecer com uma tesoura.

Surge então o caçador-cirurgião

Quando tudo parece perdido, aparece um caçador.

Ele percebe alguma coisa estranha, entra na casa e encontra o lobo dormindo com uma enorme barriga.

Até aí, tudo bem.

O curioso é o que acontece depois.

O homem olha para aquela barriga gigante e aparentemente pensa:

“Provavelmente existem duas pessoas vivas aí dentro.”

E então realiza uma cirurgia.

Com uma tesoura.

Sem hospital.

Sem equipamentos médicos.

Sem equipe.

Sem anestesista.

Ele simplesmente abre a barriga do lobo e consegue retirar Chapeuzinho e a avó completamente vivas.

O mais impressionante?

O lobo continua dormindo.

Ou aquela casa tinha a melhor anestesia da história ou esse lobo tinha um sono realmente pesado.

Mas ainda faltavam as pedras

Depois de retirar as duas, alguém tem outra ideia brilhante:

encher a barriga do lobo com pedras.

Porque simplesmente salvar Chapeuzinho e a vovó aparentemente não era suficiente.

Era preciso transformar aquilo em uma experiência educativa para o animal.

Então colocam várias pedras pesadas dentro dele e costuram novamente sua barriga.

Mais uma cirurgia realizada com absoluto sucesso.

O lobo continua vivo.

Ele sobreviveu a:

ser cortado;

ter a barriga aberta;

ter duas pessoas retiradas do estômago;

ter pedras colocadas dentro do corpo;

e ainda ser costurado novamente.

Mas então ele acorda.

Tenta levantar.

Não consegue suportar o peso das pedras.

Cai e morre.

Ou seja:

abrir a barriga do lobo não matou.

A cirurgia improvisada não matou.

As pedras dentro do corpo aparentemente também não mataram imediatamente.

Mas a queda foi fatal.


A verdadeira moral da história

Durante anos nos disseram que Chapeuzinho Vermelho era uma história sobre não conversar com estranhos e obedecer aos pais.

Depois de analisar melhor, talvez existam outras lições importantes:

Não mande uma criança sozinha atravessar uma floresta perigosa.

Se alguém está muito doente, talvez remédio seja mais apropriado do que doces.

Se existe um predador na região, uma capa vermelha provavelmente não é a melhor opção de camuflagem.

Nunca subestime um caçador que também possui habilidades avançadas de cirurgia.

E, acima de tudo:

comer pedras é altamente fatal.

Chapeuzinho Vermelho: a história que não faz sentido quando você pensa demais

 


Todo mundo conhece a história da Chapeuzinho Vermelho.

Uma menina que ganhou esse apelido porque vivia usando uma capa vermelha. Certo dia, sua mãe pediu que ela levasse uma cesta com doces para a avó, que estava doente e morava do outro lado da floresta.

Antes de a menina sair, a mãe ainda fez aquele alerta básico:

— Tome cuidado, porque existe um lobo muito perigoso na floresta.

E  lá foi Chapeuzinho Vermelho, feliz, saltitante, usando sua chamativa capa vermelha e carregando uma cesta de doces no meio de uma floresta onde, segundo a própria mãe, havia um lobo perigoso à solta.

Naturalmente, ela encontra exatamente quem?

O lobo.

Depois de uma conversa, o lobo consegue convencer Chapeuzinho a seguir por outro caminho enquanto ele vai diretamente para a casa da vovó.

Chegando lá primeiro, o lobo entra, devora a pobre senhora, veste suas roupas, deita na cama e fica esperando Chapeuzinho chegar.

Quando a menina finalmente aparece, percebe que existe alguma coisa estranha naquela “vovó” e começa o famoso interrogatório:

— Vovó, por que suas orelhas são tão grandes?

— É para te ouvir melhor.

— E por que seus olhos são tão grandes?

— É para te enxergar melhor.

Até chegar à clássica pergunta sobre aquela boca enorme.

O restante você provavelmente conhece. O lobo também engole Chapeuzinho e, depois, aparece um caçador que salva a menina e a avó.

Final feliz para quase todo mundo.

Menos para o lobo.

Mas agora vamos esquecer por alguns minutos que estamos falando de um conto infantil e analisar essa história com um pouco mais de atenção.

Porque algumas coisas simplesmente não fazem sentido.

A mãe da Chapeuzinho precisava rever seriamente suas decisões

Primeiro ponto.

A avó estava doente.

Doente a ponto de aparentemente não conseguir sair de casa.

Qual foi a grande solução encontrada pela mãe?

Mandar doces.

Remédios?

Não.

Um médico?

Também não.

Uma sopa?

Talvez fosse mais útil.

Mas não.

Vamos mandar doces.

E quem fará essa entrega?

Um adulto?

Um vizinho?

Alguém experiente que conheça a floresta?

Claro que não.

Vamos mandar uma criança.

Sozinha.

Atravessando uma enorme floresta.

Na qual existe um lobo perigoso.

E o mais curioso é que a própria mãe sabia da existência do lobo.

É quase como dizer:

— Filha, leve esses doces para sua avó. Ah, e tome cuidado porque existe um animal selvagem e mortal no caminho. Boa viagem!

Realmente, um planejamento familiar impecável.

E precisava mesmo usar uma capa vermelha?

Chapeuzinho também não colaborava muito com a própria segurança.

Se você precisa atravessar uma floresta cheia de perigos, talvez seja interessante tentar passar despercebida.

Mas não.

A menina resolve atravessar o lugar usando uma enorme capa vermelha.

VERMELHA.

Provavelmente uma das cores que mais chamam atenção em uma floresta predominantemente verde.

Se a capa fosse verde ou marrom, talvez o lobo passasse por ela e nem percebesse.

Mas Chapeuzinho aparentemente estava mais preocupada com identidade visual do que com camuflagem.

O plano extremamente elaborado do lobo

Agora vamos falar do lobo.

Ele encontra Chapeuzinho no meio da floresta.

Está com fome.

Ela está sozinha.

Ninguém por perto.

E ainda carrega uma cesta cheia de comida.

Qual seria a atitude mais óbvia para um lobo malvado?

Atacar.

Mas esse lobo aparentemente gostava de complicar as coisas.

Em vez disso, ele resolve elaborar um plano digno de filme policial.

Conversa com a menina.

Descobre para onde ela está indo.

Convence Chapeuzinho a pegar outro caminho.

Corre até a casa da avó.

Entra.

Come a velhinha.

Troca de roupa.

Coloca uma touca.

Deita na cama.

Fica esperando.

Tudo isso para poder comer uma menina que estava literalmente parada na frente dele alguns minutos antes e SOZINHA

Não sei se estamos falando de um lobo muito inteligente ou de um animal que simplesmente gostava de transformar o almoço em um projeto de longo prazo.

Como o lobo sabia que ela se chamava Chapeuzinho?

Existe ainda outro detalhe interessante.

O lobo encontra a menina e pergunta:

— Aonde você vai, Chapeuzinho?

Espere um pouco.

Quem apresentou vocês?

Como ele sabia o apelido dela?

Ou o lobo tinha uma excelente rede de contatos naquela floresta ou Chapeuzinho Vermelho já era uma celebridade local.

E mais impressionante ainda:

ela diz que vai visitar a avó e o lobo consegue encontrar exatamente a casa certa.

Sem GPS.

Sem endereço.

Sem localização compartilhada.

Sem número da casa.

Sem referência.

Nada.

Aparentemente existia apenas uma avó em toda a região.

Era só perguntar:

— Onde fica a casa da vovó?

E qualquer morador da floresta provavelmente responderia:

— Ah, claro. A vovó. Segue reto e vira depois da árvore grande.

A vovó também não percebeu nada?

Outro ponto que merece atenção.

Um lobo bate na porta.

A avó abre.

Fim.

Não existe trinco.

Não existe olho mágico.

Não existe aquela clássica pergunta:

— Quem é?

Aparentemente, segurança residencial ainda não era uma prioridade naquela época.

A incrível capacidade digestiva do lobo

Agora chegamos à parte mais impressionante da história.

O lobo engole a vovó.

Depois engole Chapeuzinho Vermelho.

As duas inteiras.

Vivas.

Sem mastigar.

Isso significa que, segundo o conto, um lobo possui um estômago com capacidade para armazenar pelo menos duas pessoas completas.

E mais surpreendente:

elas permanecem vivas lá dentro.

Então fica a informação que ninguém pediu:

caso você seja engolido inteiro por um lobo de conto de fadas, mantenha a calma.

Existe uma possibilidade razoável de alguém aparecer com uma tesoura.

Surge então o caçador-cirurgião

Quando tudo parece perdido, aparece um caçador.

Ele percebe alguma coisa estranha, entra na casa e encontra o lobo dormindo com uma enorme barriga.

Até aí, tudo bem.

O curioso é o que acontece depois.

O homem olha para aquela barriga gigante e aparentemente pensa:

“Provavelmente existem duas pessoas vivas aí dentro.”

E então realiza uma cirurgia.

Com uma tesoura.

Sem hospital.

Sem equipamentos médicos.

Sem equipe.

Sem anestesista.

Ele simplesmente abre a barriga do lobo e consegue retirar Chapeuzinho e a avó completamente vivas.

O mais impressionante?

O lobo continua dormindo.

Ou aquela casa tinha a melhor anestesia da história ou esse lobo tinha um sono realmente pesado.

Mas ainda faltavam as pedras

Depois de retirar as duas, alguém tem outra ideia brilhante:

encher a barriga do lobo com pedras.

Porque simplesmente salvar Chapeuzinho e a vovó aparentemente não era suficiente.

Era preciso transformar aquilo em uma experiência educativa para o animal.

Então colocam várias pedras pesadas dentro dele e costuram novamente sua barriga.

Mais uma cirurgia realizada com absoluto sucesso.

O lobo continua vivo.

Ele sobreviveu a:

ser cortado;

ter a barriga aberta;

ter duas pessoas retiradas do estômago;

ter pedras colocadas dentro do corpo;

e ainda ser costurado novamente.

Mas então ele acorda.

Tenta levantar.

Não consegue suportar o peso das pedras.

Cai e morre.

Ou seja:

abrir a barriga do lobo não matou.

A cirurgia improvisada não matou.

As pedras dentro do corpo aparentemente também não mataram imediatamente.

Mas a queda foi fatal.


A verdadeira moral da história

Durante anos nos disseram que Chapeuzinho Vermelho era uma história sobre não conversar com estranhos e obedecer aos pais.

Depois de analisar melhor, talvez existam outras lições importantes:

Não mande uma criança sozinha atravessar uma floresta perigosa.

Se alguém está muito doente, talvez remédio seja mais apropriado do que doces.

Se existe um predador na região, uma capa vermelha provavelmente não é a melhor opção de camuflagem.

Nunca subestime um caçador que também possui habilidades avançadas de cirurgia.

E, acima de tudo:

comer pedras é altamente fatal.

sábado, 29 de novembro de 2014

"Isso isso isso" ... "Ninguém tem paciência comigo" .... "Não contavam com minha astúcia" ... "Sigam-me os bons" ...O ator Roberto Bolaños, criador de personagens como Chaves e Chapolin foi um GÊNIO INCOMPARÁVEL NO HUMOR. Ele teve a capacidade de divertir com sua simplicidade, ultrapassando gerações e décadas na TV.

Roberto Bolaños foi um símbolo do humor ingênuo, de um humor infantil. Um mestre nos roteiros humorísticos da série Chaves.



Por Roberto Gómez Bolanos
"Suas calças folgadas tinham mais retalhos e remendos do que tecido
original. Eram precariamente presas por duas tiras de tecido que funcionavam
como suspensórios, atravessadas sobre uma camiseta velha e desbotada, na qual
também predominavam retalhos e remendos. Calçava botas de peão, que
evidentemente tinham sido de um adulto. Porém, o mais característico de suas
roupas era o velho gorro com tapa-orelhas, que em dias frios não deveria ter sido
de pouca utilidade, mas que, quando o conheci, em pleno verão, não fazia mais
que acentuar o grotesco de sua figura."

Roberto Gómez Bolaños nasceu na Cidade do México em 21 de fevereiro de 1929. Filho da secretária bilíngue Elsa Bolaños Cacho e do pintor, cartunista e ilustrador Francisco Gómez Linares, Bolaños começou a carreira como escritor criativo para rádio e televisão durante a década de 1950. Começou a representar como ator em 1960, no filme "Dois Criados Malcriados". 
 
"Desde criança, minha característica principal sempre foi o medo. Lembro que sentia medo de olhar debaixo das camas e quando jovenzinho, foi pior, por isso fui briguento", contou Bolaños em uma das muitas entrevistas que concedeu. Quando adolescente, Bolaños sonhava ser jogador de futebol e se destacou em torneios escolares de boxe, que disputava escondido da mãe. Aos 22 anos, começou a estudar engenharia mas se aventurou a escrever anúncios em uma agência de publicidade e logo estreou como roteirista em programas de rádio, televisão e cinema que ganharam fama.
Mais tarde, aproveitou a ausência de algum ator nas gravações para fazer graça diante das câmeras, dando os primeiros passos para o comediante que interpretaria personagens nascidos em sua própria imaginação.
Aos 40 anos, Bolaños estreou na televisão mexicana com o programa "Chespirito" que, com interpretações diversas, ficou no ar por 25 anos ininterruptos em horário nobre. Após alcançar níveis inéditos de audiência, foi exportado para o restante da América Latina e para a Espanha.
Bolaños começou sua carreira como roteirista de programas de comédia e de obras do seu xará de codinome, o britânico William Shakespeare, cujo apelido no diminutivo, pronunciado à espanhola, se leria "Chespirito".
 
Em 1968, começaram as transmissões Independentes de Televisão no México e Chespirito foi chamado como escritor para a realização de um programa com duração de meia hora. E assim, nasceu "Los Supergenios de la Mesa Cuadrada". Ao lado de Chespirito, contracenavam Ramón Valdés, Rubén Aguirre e María Antonieta de las Nieves.
 
Em 1970, o programa teve sua duração aumentada. Nessa época, surge o Chapolin Colorado, um herói atrapalhado. Um ano depois, foi criado o personagem que se tornaria o maior sucesso de Bolaños, Chaves. Ambos os personagens funcionaram tão bem que as sketches se tornaram séries independentes de 30 minutos de duração em 1973, após o fim do "Programa Chespirito".
 
Bolaños era casado com Florinda Meza, a atriz que interpretava a maioria dos personagens femininos, inclusive a Dona Florinda, desde 2004. Ele era pai de Roberto, Paulina, Graciela, Marcela, Teresa e Cecília, frutos do primeiro casamento, com Graciela Fernández Pierre.

"El Chavo del Ocho", nome original da série "Chaves", foi exibida pela primeira vez em 20 de junho de 1971 no México. No Brasil, "Chaves" é o seriado infantil de maior longevidade da TV. No ar no SBT desde 1984, o programa conta a história de um menino órfão que vive dentro de um barril, em um cortiço.

O personagem e seus amigos Quico, Chiquinha, Nhonho, seu Barriga, seu Madruga, dona Florinda, professor Girafales e dona Clotilde, conhecida como "a bruxa do 71", conquistaram crianças e adultos de todas as gerações no país com seu humor ingênuo, cheio de bordões e sem qualquer palavrão. As histórias de Chaves e sua turma ganharam adaptações em desenho animado, videogames e peças de teatro.
 



Roberto Bolaños: O gênio do humor como CHAVES e CHAPOLIM

"Isso isso isso" ... "Ninguém tem paciência comigo" .... "Não contavam com minha astúcia" ... "Sigam-me os bons" ...O ator Roberto Bolaños, criador de personagens como Chaves e Chapolin foi um GÊNIO INCOMPARÁVEL NO HUMOR. Ele teve a capacidade de divertir com sua simplicidade, ultrapassando gerações e décadas na TV.

Roberto Bolaños foi um símbolo do humor ingênuo, de um humor infantil. Um mestre nos roteiros humorísticos da série Chaves.



Por Roberto Gómez Bolanos
"Suas calças folgadas tinham mais retalhos e remendos do que tecido
original. Eram precariamente presas por duas tiras de tecido que funcionavam
como suspensórios, atravessadas sobre uma camiseta velha e desbotada, na qual
também predominavam retalhos e remendos. Calçava botas de peão, que
evidentemente tinham sido de um adulto. Porém, o mais característico de suas
roupas era o velho gorro com tapa-orelhas, que em dias frios não deveria ter sido
de pouca utilidade, mas que, quando o conheci, em pleno verão, não fazia mais
que acentuar o grotesco de sua figura."

Roberto Gómez Bolaños nasceu na Cidade do México em 21 de fevereiro de 1929. Filho da secretária bilíngue Elsa Bolaños Cacho e do pintor, cartunista e ilustrador Francisco Gómez Linares, Bolaños começou a carreira como escritor criativo para rádio e televisão durante a década de 1950. Começou a representar como ator em 1960, no filme "Dois Criados Malcriados". 
 
"Desde criança, minha característica principal sempre foi o medo. Lembro que sentia medo de olhar debaixo das camas e quando jovenzinho, foi pior, por isso fui briguento", contou Bolaños em uma das muitas entrevistas que concedeu. Quando adolescente, Bolaños sonhava ser jogador de futebol e se destacou em torneios escolares de boxe, que disputava escondido da mãe. Aos 22 anos, começou a estudar engenharia mas se aventurou a escrever anúncios em uma agência de publicidade e logo estreou como roteirista em programas de rádio, televisão e cinema que ganharam fama.
Mais tarde, aproveitou a ausência de algum ator nas gravações para fazer graça diante das câmeras, dando os primeiros passos para o comediante que interpretaria personagens nascidos em sua própria imaginação.
Aos 40 anos, Bolaños estreou na televisão mexicana com o programa "Chespirito" que, com interpretações diversas, ficou no ar por 25 anos ininterruptos em horário nobre. Após alcançar níveis inéditos de audiência, foi exportado para o restante da América Latina e para a Espanha.
Bolaños começou sua carreira como roteirista de programas de comédia e de obras do seu xará de codinome, o britânico William Shakespeare, cujo apelido no diminutivo, pronunciado à espanhola, se leria "Chespirito".
 
Em 1968, começaram as transmissões Independentes de Televisão no México e Chespirito foi chamado como escritor para a realização de um programa com duração de meia hora. E assim, nasceu "Los Supergenios de la Mesa Cuadrada". Ao lado de Chespirito, contracenavam Ramón Valdés, Rubén Aguirre e María Antonieta de las Nieves.
 
Em 1970, o programa teve sua duração aumentada. Nessa época, surge o Chapolin Colorado, um herói atrapalhado. Um ano depois, foi criado o personagem que se tornaria o maior sucesso de Bolaños, Chaves. Ambos os personagens funcionaram tão bem que as sketches se tornaram séries independentes de 30 minutos de duração em 1973, após o fim do "Programa Chespirito".
 
Bolaños era casado com Florinda Meza, a atriz que interpretava a maioria dos personagens femininos, inclusive a Dona Florinda, desde 2004. Ele era pai de Roberto, Paulina, Graciela, Marcela, Teresa e Cecília, frutos do primeiro casamento, com Graciela Fernández Pierre.

"El Chavo del Ocho", nome original da série "Chaves", foi exibida pela primeira vez em 20 de junho de 1971 no México. No Brasil, "Chaves" é o seriado infantil de maior longevidade da TV. No ar no SBT desde 1984, o programa conta a história de um menino órfão que vive dentro de um barril, em um cortiço.

O personagem e seus amigos Quico, Chiquinha, Nhonho, seu Barriga, seu Madruga, dona Florinda, professor Girafales e dona Clotilde, conhecida como "a bruxa do 71", conquistaram crianças e adultos de todas as gerações no país com seu humor ingênuo, cheio de bordões e sem qualquer palavrão. As histórias de Chaves e sua turma ganharam adaptações em desenho animado, videogames e peças de teatro.
 



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Foi no metrô Itaquera de São Paulo que encontramos a exposição Caricaturas do Salão Internacional de Humor, com obras do acervo do Centro Nacional de Humor Gráfico de Piracicaba.

Uma mostra que reúne trabalhos ( cartuns, caricaturas e tiras) de artistas de diversos países, participantes da 40ª edição do Salão Internacional de Humor de Piracicaba/2013.
Para quem não tem acesso ao metrô Itaquera, confira aqui uma parte da exposição.




Metrô Itaquera e a Linha do Humor

Foi no metrô Itaquera de São Paulo que encontramos a exposição Caricaturas do Salão Internacional de Humor, com obras do acervo do Centro Nacional de Humor Gráfico de Piracicaba.

Uma mostra que reúne trabalhos ( cartuns, caricaturas e tiras) de artistas de diversos países, participantes da 40ª edição do Salão Internacional de Humor de Piracicaba/2013.
Para quem não tem acesso ao metrô Itaquera, confira aqui uma parte da exposição.




terça-feira, 28 de outubro de 2014

Inspirando-se nos vendedores ambulantes que circulam dentro dos coletivos oferecendo suas mercadorias, os Poetas Ambulantes oferecem aos passageiros poesia falada e escrita, em troca apenas de atenção, emoção e interação.

A cada mês os Poetas traçam um itinerário diferente, percorrendo diversas linhas de ônibus, trens e metrô, declamando e entregando poemas de própria autoria ou de autores consagrados, escritos por frequentadores dos saraus da cidade.

Normalmente essas ações ocorrem em dias úteis, preferencialmente nos horários de maior movimento. No momento em que os passageiros estão mais cansados e estressados, a intervenção dos Poetas torna a viagem mais agradável e divertida. O destino final é sempre algum local onde habitualmente ocorrem saraus, dando continuidade ao dia de convivência com a poesia. 

"Poderíamos estar matando, poderíamos estar roubando, poderíamos estar ouvindo som alto (sem fone), poderíamos estar dormindo, babando no seu ombro, mas não, estamos aqui, humildemente invadindo seu dia, para recitar e distribuir poesia. Agradecemos a compreensão de todos, tenham um bom dia!"
O coletivo é composto por seis poetas: Carolina Peixoto, Jefferson Santana, Lu’z Ribeiro, Mariane Staphanato, Mel Duarte e Thiago Peixoto, mais a fotógrafa Renata Armelin, que são os idealizadores e coordenadores do projeto.
um poeta (ins)pirado
(ex)pira poesia
mas também acho
que poesia (ins)pirada
(ex)pira poeta

Jefferson Santana

"Nós, do coletivo Poetas Ambulantes, acreditamos que a poesia pode estar em todos os lugares. Por isso, realizamos intervenções poéticas com saraus e distribuição de poemas em ônibus, trens e metrô."  
Os Poetas Ambulantes tem também uma iniciativa de incentivo a leitura idealizada pela CPTM e que está na sua 9ª edição. A ideia é deixar estantes de livros em estações por toda a cidade, com o intuito que os passageiros levem pra casa um livro e depois de ler, doe a alguém. Tiras os livros das prateleiras e promover o compartilhamento de leitura. 
O Destak no Blog não poderia deixar de divulgar e compartilhar esta iniciativa pois é um excelente trabalho que os Poetas Ambulantes fazem por toda a cidade. Conheça melhor acessando:
 

Poetas Ambulantes

Inspirando-se nos vendedores ambulantes que circulam dentro dos coletivos oferecendo suas mercadorias, os Poetas Ambulantes oferecem aos passageiros poesia falada e escrita, em troca apenas de atenção, emoção e interação.

A cada mês os Poetas traçam um itinerário diferente, percorrendo diversas linhas de ônibus, trens e metrô, declamando e entregando poemas de própria autoria ou de autores consagrados, escritos por frequentadores dos saraus da cidade.

Normalmente essas ações ocorrem em dias úteis, preferencialmente nos horários de maior movimento. No momento em que os passageiros estão mais cansados e estressados, a intervenção dos Poetas torna a viagem mais agradável e divertida. O destino final é sempre algum local onde habitualmente ocorrem saraus, dando continuidade ao dia de convivência com a poesia. 

"Poderíamos estar matando, poderíamos estar roubando, poderíamos estar ouvindo som alto (sem fone), poderíamos estar dormindo, babando no seu ombro, mas não, estamos aqui, humildemente invadindo seu dia, para recitar e distribuir poesia. Agradecemos a compreensão de todos, tenham um bom dia!"
O coletivo é composto por seis poetas: Carolina Peixoto, Jefferson Santana, Lu’z Ribeiro, Mariane Staphanato, Mel Duarte e Thiago Peixoto, mais a fotógrafa Renata Armelin, que são os idealizadores e coordenadores do projeto.
um poeta (ins)pirado
(ex)pira poesia
mas também acho
que poesia (ins)pirada
(ex)pira poeta

Jefferson Santana

"Nós, do coletivo Poetas Ambulantes, acreditamos que a poesia pode estar em todos os lugares. Por isso, realizamos intervenções poéticas com saraus e distribuição de poemas em ônibus, trens e metrô."  
Os Poetas Ambulantes tem também uma iniciativa de incentivo a leitura idealizada pela CPTM e que está na sua 9ª edição. A ideia é deixar estantes de livros em estações por toda a cidade, com o intuito que os passageiros levem pra casa um livro e depois de ler, doe a alguém. Tiras os livros das prateleiras e promover o compartilhamento de leitura. 
O Destak no Blog não poderia deixar de divulgar e compartilhar esta iniciativa pois é um excelente trabalho que os Poetas Ambulantes fazem por toda a cidade. Conheça melhor acessando:
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ler e ter contato com obras literárias desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros? É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença.

Para seduzir pela leitura, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido. No período da alfabetização - antes dela e um pouco depois também -, especialistas sugerem que se misture a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo que a criança ilustre uma história. "Para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro", recomenda Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Maria Afonsina também dá uma dica: nunca reclame dos preços dos livros diante do seu filho. "O livro precisa ser valorizado", diz ela.

 
Leia a seguir seis dicas para transformar o seu filho em fase de alfabetização em um pequeno grande leitor:
1º) Não se preocupe se o livro escolhido pelo seu filho parecer infantil demais. Cada criança tem um ritmo diferente. O importante é que o livro esteja sempre presente. A criança costuma dar sinais quando se sente preparada para passar para um próximo nível de leitura. "É preciso estudar o outro, entender o que ele gosta e respeitar as preferências", afirma Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Uesb.

2º) Talvez o que o seu filho gosta de ler não seja exatamente o que você gostaria que ele lesse. Mas, para adquirir o hábito a leitura, é preciso sentir prazer. Então, se o seu filho prefere ler livros de super-heróis aos clássicos contos de fada, por exemplo, não se preocupe (e nem pense em proibi-lo!). "É importante entender a criança e lhe proporcionar leituras que atendam aos seus desejos", diz Rosane Lunardelli, da UEL.

3º) "Os pais precisam dar possibilidades para que as crianças se sintam envolvidas pela leitura", recomenda Lucinea Rezende, da UEL. Por isso, no seu tempo livre, procure fazer atividades com o seu filho que você possa relacionar com um livro. Uma ida ao zoológico, por exemplo, torna-se muito mais interessante depois que a criança leu um livro sobre o reino animal. E vice-versa: uma leitura sobre animais é mais bacana depois que a criança teve a oportunidade de ver de perto os bichinhos. E, assim como essa, há muitas outras maneiras de juntar passeios de fim de semana com a leitura: livro de experiências + visita a museu de ciências, livro de história + passeio em local histórico, visita a museu de arte + livro infantil sobre arte... As possibilidades são inúmeras!

4º) "Concluída a leitura de um livro, os pais podem organizar peças de teatro baseadas na obra", sugere Lucinea Rezende, da UEL. Uma boa ideia é convidar outras crianças para participar da atividade. Os adultos podem ajudá-las a elaborar uma espécie de roteiro e pensar nas vestimentas e nos cenários a serem criados. Depois dos ensaios, a peça pode ser apresentada para um grupo de pais ou para toda a família. Também é interessante gravar com o celular ou uma filmadora a encenação da peça, para que depois a criança possa ver o próprio desempenho.

5º) Incentive o seu filho a ler todas as noites. E, se ele ainda não for alfabetizado, conte histórias para ele antes de dormir. Por isso, é importante que ele tenha uma fonte de iluminação direta ao lado da cama, como um abajur. Uma ideia bacana é dar um presente para a criança nos fins de semana: permita que ela fique acordada até um pouco mais tarde para ler na antes de dormir. A professora Maria Afonsina Matos, da Uesb, relata que costumava contar histórias para os seus filhos todas as noites. "Hoje eles são adultos que leem muito", conta.

6º) Após a alfabetização, é importante incentivar que a criança leia sozinha, mas isso não significa que você deva parar de ler para ela. Quando um adulto lê em voz alta um livro um pouco mais difícil, a criança é capaz de compreendê-lo, o que provavelmente não aconteceria se ela estivesse lendo sozinha. Abuse das vozes diferentes, dos sons, das entonações. Assim, a história fica muito mais emocionante. Parlendas e músicas, por exemplo, são ideais para serem lidas em voz alta. "Histórias lidas em voz alta e com emoção deixam as crianças mais leves, mais soltas", afirma Maria Afonsina Matos, da Uesb.

Dicas para incentivar o seu filho a ler!

Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ler e ter contato com obras literárias desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros? É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença.

Para seduzir pela leitura, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido. No período da alfabetização - antes dela e um pouco depois também -, especialistas sugerem que se misture a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo que a criança ilustre uma história. "Para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro", recomenda Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Maria Afonsina também dá uma dica: nunca reclame dos preços dos livros diante do seu filho. "O livro precisa ser valorizado", diz ela.

 
Leia a seguir seis dicas para transformar o seu filho em fase de alfabetização em um pequeno grande leitor:
1º) Não se preocupe se o livro escolhido pelo seu filho parecer infantil demais. Cada criança tem um ritmo diferente. O importante é que o livro esteja sempre presente. A criança costuma dar sinais quando se sente preparada para passar para um próximo nível de leitura. "É preciso estudar o outro, entender o que ele gosta e respeitar as preferências", afirma Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Uesb.

2º) Talvez o que o seu filho gosta de ler não seja exatamente o que você gostaria que ele lesse. Mas, para adquirir o hábito a leitura, é preciso sentir prazer. Então, se o seu filho prefere ler livros de super-heróis aos clássicos contos de fada, por exemplo, não se preocupe (e nem pense em proibi-lo!). "É importante entender a criança e lhe proporcionar leituras que atendam aos seus desejos", diz Rosane Lunardelli, da UEL.

3º) "Os pais precisam dar possibilidades para que as crianças se sintam envolvidas pela leitura", recomenda Lucinea Rezende, da UEL. Por isso, no seu tempo livre, procure fazer atividades com o seu filho que você possa relacionar com um livro. Uma ida ao zoológico, por exemplo, torna-se muito mais interessante depois que a criança leu um livro sobre o reino animal. E vice-versa: uma leitura sobre animais é mais bacana depois que a criança teve a oportunidade de ver de perto os bichinhos. E, assim como essa, há muitas outras maneiras de juntar passeios de fim de semana com a leitura: livro de experiências + visita a museu de ciências, livro de história + passeio em local histórico, visita a museu de arte + livro infantil sobre arte... As possibilidades são inúmeras!

4º) "Concluída a leitura de um livro, os pais podem organizar peças de teatro baseadas na obra", sugere Lucinea Rezende, da UEL. Uma boa ideia é convidar outras crianças para participar da atividade. Os adultos podem ajudá-las a elaborar uma espécie de roteiro e pensar nas vestimentas e nos cenários a serem criados. Depois dos ensaios, a peça pode ser apresentada para um grupo de pais ou para toda a família. Também é interessante gravar com o celular ou uma filmadora a encenação da peça, para que depois a criança possa ver o próprio desempenho.

5º) Incentive o seu filho a ler todas as noites. E, se ele ainda não for alfabetizado, conte histórias para ele antes de dormir. Por isso, é importante que ele tenha uma fonte de iluminação direta ao lado da cama, como um abajur. Uma ideia bacana é dar um presente para a criança nos fins de semana: permita que ela fique acordada até um pouco mais tarde para ler na antes de dormir. A professora Maria Afonsina Matos, da Uesb, relata que costumava contar histórias para os seus filhos todas as noites. "Hoje eles são adultos que leem muito", conta.

6º) Após a alfabetização, é importante incentivar que a criança leia sozinha, mas isso não significa que você deva parar de ler para ela. Quando um adulto lê em voz alta um livro um pouco mais difícil, a criança é capaz de compreendê-lo, o que provavelmente não aconteceria se ela estivesse lendo sozinha. Abuse das vozes diferentes, dos sons, das entonações. Assim, a história fica muito mais emocionante. Parlendas e músicas, por exemplo, são ideais para serem lidas em voz alta. "Histórias lidas em voz alta e com emoção deixam as crianças mais leves, mais soltas", afirma Maria Afonsina Matos, da Uesb.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Você já leu palavras invisíveis? Agora, você vai saber exatamente em que situação você pode estar diante de PALAVRAS INVISÍVEIS.

Textos inéditos! Pena que você não pode ler.

Você já leu palavras invisíveis? Agora, você vai saber exatamente em que situação você pode estar diante de PALAVRAS INVISÍVEIS.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Conheça Flávia Melissa que trata dos mais variados assuntos como: vida afetiva, insegurança, traições amorosas, doenças físicas, mente e espiritualidade. Ela utiliza uma das ferramentas da internet, para ajudar as pessoas sem cobrar nada.

A psicóloga que grava os próprios vídeos para ajudar os outros.

Conheça Flávia Melissa que trata dos mais variados assuntos como: vida afetiva, insegurança, traições amorosas, doenças físicas, mente e espiritualidade. Ela utiliza uma das ferramentas da internet, para ajudar as pessoas sem cobrar nada.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Vou passar uma dica interessante para alunos e amigos leitores. Trata-se de como ter mais criatividade nas redações usando MAPAS MENTAIS.
Costumo dizer que nós, profissionais, somos avaliados não pelo que sabemos mas

Redação com Criatividade

Vou passar uma dica interessante para alunos e amigos leitores. Trata-se de como ter mais criatividade nas redações usando MAPAS MENTAIS.
Costumo dizer que nós, profissionais, somos avaliados não pelo que sabemos mas

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Será que realmente dá para aprender a tocar violão só com livros e DVDs que você encontra em bancas de jornais? Se você está pensando em aprender a tocar violão sozinho, não deixe de ler este artigo.

Aprenda a tocar violão sozinho! Será que isto realmente é possível?

Será que realmente dá para aprender a tocar violão só com livros e DVDs que você encontra em bancas de jornais? Se você está pensando em aprender a tocar violão sozinho, não deixe de ler este artigo.